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Preparação e Certificação

ORAS e Go-Around: Como decidir e reagir com segurança na Fly Eagle

Durante a aproximação para pouso, o piloto precisa estar preparado para tomar decisões rápidas e seguras. Em algumas situações, continuar o pouso pode deixar de ser a opção mais segura — e é nesse momento que entra o procedimento conhecido como Go-Around, também chamado de arremetida.

No contexto operacional, o procedimento ORAS (Operação de Arremetida por Segurança) também está relacionado a essa decisão de interromper o pouso e iniciar novamente a subida da aeronave.

Neste artigo, você vai entender quando realizar um Go-Around, quais são os critérios de decisão, como funciona a comunicação com o controle de tráfego aéreo e quais são as práticas corretas durante a arremetida.

O que é Go-Around na aviação?

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O Go-Around na aviação é o procedimento em que o piloto decide interromper a aproximação ou o pouso e voltar a subir com a aeronave, iniciando uma nova aproximação posteriormente.

Esse procedimento faz parte do treinamento básico de pilotos e é considerado uma manobra normal de segurança, não um erro ou falha. Durante a formação inicial, conteúdos como esse se conectam diretamente ao curso de piloto privado.

Na prática, a arremetida significa que o piloto:

  • Aplica potência novamente no motor
  • Ajusta a atitude da aeronave para subida
  • Reconfigura a aeronave para voo
  • Segue as instruções do controle de tráfego aéreo

O objetivo é evitar um pouso em condições inadequadas ou inseguras.

O que é o procedimento ORAS?

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O termo ORAS (Operação de Arremetida por Segurança) está relacionado à decisão operacional de abortar o pouso quando a aproximação não atende aos critérios de segurança estabelecidos.

Em outras palavras, sempre que a aproximação não estiver estabilizada ou surgir qualquer fator que comprometa a segurança, o piloto deve optar pela arremetida.

Esse conceito é amplamente utilizado na aviação moderna para reforçar a cultura de segurança: arremeter é sempre uma decisão aceitável e, muitas vezes, a mais segura. Essa lógica se conecta diretamente ao gerenciamento de riscos na aviação.

Quando o piloto deve fazer um Go-Around?

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Existem diversas situações em que abortar o pouso por segurança é a melhor decisão.

Alguns exemplos incluem:

Aproximação instável

Se a aeronave não estiver estabilizada na aproximação final — com velocidade, razão de descida ou alinhamento inadequados — o piloto pode optar pela arremetida. Esse cenário se relaciona diretamente à qualidade da aterrissagem e à tomada de decisão correta antes do toque.

Obstáculos ou tráfego na pista

Caso a pista ainda esteja ocupada por outra aeronave ou veículo, o piloto deve realizar um Go-Around imediatamente. Para entender melhor esse ambiente operacional, vale conferir também como funcionam as pistas de pouso e decolagem.

Condições meteorológicas adversas

Mudanças repentinas de vento, visibilidade reduzida ou turbulência podem tornar o pouso inseguro. Esse tipo de situação é aprofundado no conteúdo sobre como a meteorologia impacta os voos.

Perda de referências visuais

Durante aproximações visuais ou instrumentais, se o piloto perder as referências necessárias para completar o pouso com segurança, a arremetida deve ser executada. Esse contexto faz ainda mais sentido ao comparar VFR e IFR e ao entender a importância do voo por instrumentos.

Instrução do controle de tráfego aéreo

Em algumas situações, o próprio ATC (Air Traffic Control) pode instruir o piloto a arremeter para manter a separação entre aeronaves.

Como executar um Go-Around corretamente?

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Embora o procedimento exato dependa do tipo de aeronave e das condições do voo, o processo básico de arremetida costuma seguir alguns passos fundamentais.

Aplicar potência

O primeiro passo é aplicar potência para iniciar a subida e interromper a descida.

Ajustar atitude da aeronave

O piloto deve ajustar o nariz da aeronave para uma atitude de subida segura.

Reconfigurar a aeronave

Dependendo da fase do pouso, pode ser necessário recolher parcialmente flaps ou ajustar outros sistemas da aeronave.

Confirmar subida positiva

Após confirmar que a aeronave está subindo, o piloto continua a reconfiguração e segue o procedimento de saída.

Comunicar o ATC

a comunicação com o controle de tráfego aéreo é essencial para manter a organização do tráfego.

Comunicação com o controle de tráfego aéreo

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Durante um Go-Around, a comunicação com o controle de tráfego aéreo é essencial para manter a organização do tráfego.

Normalmente, o piloto informa algo como:

“Going around” ou “Arremetendo”, dependendo do idioma utilizado na comunicação.

A partir disso, o controlador pode instruir:

  • Novo circuito de tráfego
  • Vetoração para nova aproximação
  • Espera temporária no ar

Essa coordenação garante que a aeronave possa realizar uma nova aproximação com segurança e sem conflito com outros tráfegos. Em operações por instrumentos, esse contexto também se relaciona ao ILS e aos procedimentos associados.

Por que arremeter é uma decisão segura?

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Na formação de pilotos, é importante entender que arremeter faz parte da operação normal da aviação.

Muitos acidentes ocorreram ao longo da história porque pilotos insistiram em completar um pouso em condições inadequadas.

Por isso, a cultura moderna da aviação reforça um princípio simples:

Se o pouso não estiver seguro, a melhor decisão é arremeter.

Essa mentalidade faz parte da formação técnica e da disciplina operacional de todo piloto. Ela também conversa diretamente com as medidas de segurança na aviação.

Como esse procedimento é treinado na formação de pilotos?

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Durante o treinamento de voo, os alunos aprendem a executar Go-Arounds em diferentes cenários.

O objetivo é desenvolver reflexos, consciência situacional e capacidade de decisão sob pressão.

Entre as situações treinadas estão:

  • Arremetida durante aproximação final
  • Arremetida após toque e arremetida (touch-and-go interrompido)
  • Arremetida por tráfego na pista
  • Arremetida por decisão do instrutor

a segurança sempre deve estar acima da tentativa de completar um pouso.

Esses exercícios fazem parte do desenvolvimento prático do aluno e se conectam à formação prática de piloto comercial e também à experiência de quem acompanha a rotina do aluno na Fly Eagle até o primeiro voo.

Conclusão

O Go-Around na aviação é um dos procedimentos mais importantes para a segurança operacional.

Saber quando abortar o pouso e como executar a arremetida corretamente faz parte da formação técnica de todo piloto.

O conceito de ORAS (Operação de Arremetida por Segurança) reforça justamente essa mentalidade: quando as condições não são ideais, a decisão mais segura é interromper a aproximação e tentar novamente.

Durante a formação na Fly Eagle, os alunos aprendem a reconhecer essas situações e a executar o procedimento de forma segura, desenvolvendo disciplina operacional, consciência situacional e tomada de decisão responsável no cockpit.

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